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Cai o segundo superintendente da Saúde em 13 meses em Pompeia

O governo municipal confirmou nesta semana a saída de Paulo Henrique Barbosa do comando do Departamento de Higiene e Saúde (DHS). Para o seu lugar, assume Gisele May, advogada, sem experiência técnica ou trajetória profissional na área da Saúde.

Com a mudança, a Prefeitura chega ao terceiro superintendente da Saúde em apenas 13 meses, um dado que chama atenção e reforça a percepção de instabilidade justamente no setor mais sensível da administração pública.

A Saúde, hoje, é apontada por moradores como a principal causa de insatisfação com a gestão do prefeito Diogo Ceschim. Reclamações sobre atendimento, demora, estrutura e dificuldades no acesso a serviços seguem frequentes, apesar das sucessivas trocas no comando do departamento.

Trocas no comando não mudaram o cenário

A mudança ocorre após um período marcado por críticas e cobranças constantes da população. Apesar das expectativas geradas a cada nova nomeação, os problemas relatados pelos usuários do sistema municipal de saúde persistem.

A rotatividade no comando do DHS dificulta a continuidade de políticas públicas, interrompe planejamentos em andamento e enfraquece a capacidade de resposta da gestão. Na prática, a troca de nomes não tem sido acompanhada de melhorias perceptíveis no serviço prestado à população.

Perfil da nova superintendente

A nomeação de Gisele May mantém um padrão já observado anteriormente. Assim como seus antecessores, ela não possui experiência específica na área da Saúde, o que levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo governo municipal para a escolha de quem irá conduzir um setor tão estratégico.

A ausência de um perfil técnico especializado reforça a leitura de que o problema não está apenas nas pessoas que ocupam o cargo, mas na forma como o setor vem sendo tratado pela administração.

Bastidores apontam pressão política

Nos bastidores, a saída de Paulo Henrique Barbosa não teria sido apenas uma decisão administrativa. Segundo informações apuradas pelo Conexão 294, a pressão por mudanças na Saúde teria partido de um empresário com influência política e apontado como financiador da campanha eleitoral, diante do volume de reclamações acumuladas na área.

O episódio ganha contornos ainda mais delicados pelo fato de Paulo Henrique ser irmão do vice-prefeito, o que evidencia tensões internas e levanta dúvidas sobre o grau de autonomia da gestão diante de interesses políticos externos.

Saúde segue no centro do desgaste

A troca de comando ocorre em um momento de desgaste do governo municipal. A Saúde, que deveria ser prioridade absoluta, segue como o principal ponto de cobrança da população.

Mais do que novos nomes, o que se espera agora é planejamento, estabilidade administrativa e gestão técnica, capazes de oferecer respostas concretas a quem depende diariamente do sistema público de saúde.

A instabilidade no comando da Saúde também desperta um alerta inevitável. O município atravessou, há pouco tempo, uma pandemia que exigiu decisões técnicas rápidas, coordenação, planejamento e liderança especializada. Diante disso, fica a pergunta que muitos moradores fazem: se uma nova crise sanitária surgisse hoje, Pompeia estaria preparada?A sucessão de gestores sem experiência específica na área reforça a preocupação sobre a capacidade de resposta do sistema municipal em situações de emergência.

O Conexão 294 continuará acompanhando os desdobramentos da mudança e seus efeitos reais no atendimento à população.

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